A importância da fonoaudiologia para o envelhecimento ativo.

A importância da fonoaudiologia para o envelhecimento ativo.

Você já parou para pensar como a fonoaudiologia pode auxiliar no combate aos efeitos do envelhecimento? Antes de responder a esta questão é interessante que possamos identificar alguns sinais de envelhecimento que prejudicam a vida da população idosa. Você já observou que alguns idosos sempre pedem para repetir o que acabou de ser dito? Ou que durante as refeições em família engasgam ou tossem com frequência enquanto estão se alimentando? Ou ainda que não consiga lembrar o nome de um objeto que necessita ou do parente que sempre participa dos encontros familiares? A dificuldade para ouvir, a inabilidade para deglutir, a necessidade de ajuda para lembrar nomes e histórias são alguns exemplos dos problemas que acometem a população durante o envelhecimento. A população idosa tem crescido de forma significativa em todo o mundo, o que nos faz refletir sobre a necessidade de oferecer suporte adequado e especializado para essa população. Podemos fazer isso promovendo políticas públicas que priorizem a educação, a promoção e a prevenção em saúde para identificar precocemente os prejuízos e fatores de risco que podem impedir que as pessoas vivam de maneira independente e autônoma.

Nesse cenário, a fonoaudiologia contribui por ter uma área de atuação ampla e por desenvolver um trabalho muito importante junto à população idosa, já que os impactos do envelhecimento podem causar déficits comunicativos, dificuldades nos processos alimentares, perda de audição, alterações na voz, na memória e até no equilíbrio. E o fonoaudiólogo é o profissional que trabalha com todos os aspectos da comunicação humana, incluindo as funções de deglutição, mastigação e equilíbrio. Esse profissional é capaz de trabalhar para amenizar os danos causados por perdas e dificuldades diversas que atrapalham a pessoa a se expressar ou compreender qualquer mensagem.

Além de fortalecer a musculatura para melhorar a mastigação, deglutição e a fala, o trabalho estimula a memória, a atenção, reabilita a função de equilíbrio, reduzindo assim possíveis riscos de quedas, melhorando assim a qualidade de vida do paciente. Toda essa discussão se faz ainda mais relevante quando sabemos que esses tipos de comprometimento podem, trazer também problemas sociais e emocionais associados.

É comum encontrar idosos que evitam encontros com familiares e amigos, pois possuem dificuldade para ouvir, ou estão com a voz fraca, e se sentem desconfortáveis com a situação. Esses são os idosos que muitas vezes optam por ficar calados e isolados.

A fonoaudiologia pode trabalhar então com estratégias adequadas para que as pessoas tenham um envelhecimento bem – sucedido, caracterizado por baixa suscetibilidade a doenças, elevada capacidade funcional e acompanhado de uma postura ativa perante a vida e a sociedade.                       Ana Carolina Quirino de Souza é fonoaudióloga (CRFa 6-9176) e integra a equipe multiprofissional do Ineps-Instituto de Neurociências Elza de Passos Silva, com sede em Uberaba (MG)

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