Psicoterapia também é coisa de Criança e Adolescente

Psicoterapia também é coisa de Criança e Adolescente

Por: Gesiélly Souza Arantes Mendonça (CRP 04/35994)

Assim como acontece com os adultos, as crianças e os adolescentes também podem apresentar padrões de pensamentos e comportamentos que são prejudiciais ao seu bem-estar. Eles também podem sofrer transtornos e condições de sofrimento, e nesse contexto, um acompanhamento profissional especializado faz-se extremamente importante. A Psicoterapia para crianças e adolescentes tem o objetivo de propiciar, ensinar ou desenvolver habilidades e competências que lhe permitam, não apenas obter o alívio do sofrimento, mas retomar a normalidade de uma vida saudável.

A principal diferença entre a psicoterapia voltada para adultos e a voltada para crianças e adolescentes encontra-se nas intervenções do psicoterapeuta, que além de intervir diretamente com o paciente, deve frequentemente estender seu trabalho aos responsáveis pelo paciente e até mesmo aos diversos contextos em que ele está inserido, como por exemplo, a escola.

As relações que a criança estabelece com pessoas próximas em sua vida são extremamente importantes em seus processos de aprendizagem e na formação da personalidade. Isso significa que para alcançarmos mudanças comportamentais na criança ou adolescente, as pessoas que os cercam também devem participar e se responsabilizar no processo terapêutico.

Se os responsáveis pelo paciente e o terapeuta não estiverem trabalhando em sintonia, a criança/adolescente receberá sinais confusos, e a efetividade da intervenção diminui. Em resumo: os pais e/ou responsáveis devem ser consultores, colaboradores ou “copacientes” do processo terapêutico da criança ou adolescente.

Além dessa diferença, outra importante distinção é a maneira como o processo é conduzido pelo psicoterapeuta: o atendimento para crianças é feito de maneira lúdica e delicada, de maneira que ela se sinta à vontade com atividades adaptadas para sua faixa etária, como: desenhos, pinturas, jogos e histórias.

O objetivo dessas intervenções é estabelecer uma relação de afeto e confiança entre a criança e o psicoterapeuta. As sessões são oportunidades para que ela expresse seus medos, desejos, pensamentos e sentimentos, ao mesmo tempo em que o terapeuta observa seus comportamentos e pode propiciar novas habilidades comportamentais.

 

Dito isso, em que situações a psicoterapia pode beneficiar crianças ou adolescentes?

·         Em situações como a morte de um familiar querido, a separação dos pais, chegada do irmãozinho, mudança de cidade, timidez ou falta de habilidades sociais que podem ser suficientes para provocar sofrimento.

·         Em casos de brigas constantes, agressividade e desobediência que podem prejudicar as relações entre pais e filhos e criar um círculo vicioso de agressão e culpa.

·         Em casos de ansiedade, depressão, transtornos alimentares, transtornos obsessivos compulsivos, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, estresse pós-traumático, transtorno de personalidade borderline,

·         Entre outros.

 

Lembre-se sempre: Uma infância saudável é essencial para o desenvolvimento pleno do adulto. Dentre tantas mudanças familiares e sociais que enfrentamos, é essencial que o adulto esteja atento às necessidades psicológicas das crianças e dos adolescentes. Diante das dificuldades, o processo terapêutico pode ser um grande aliado no resgate da saúde mental das relações de afeto entre pais e filhos.

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